| Começar a Construir a Casa Pelo Telhado - Parte III |
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Artigo de: Tito de Morais / Setembro de 2008 Fonte: miudossegurosna.net Depois de ter abordado as politicas, processos e procedimentos de segurança no primeiro artigo desta série e as pessoas, os conteúdos e a formação no segundo, a encerrar esta série de três artigos irei abordar as tecnologias que podem contribuir para a segurança online de crianças e jovens. No entanto, antes de entrar no tipo de tecnologias relevantes para a segurança online de crianças e jovens, quero reforçar o que afirmei no primeiro artigo desta série. Numa infra-estrutura de segurança, a tecnologia é o componente menos importante. De facto, a tecnologia não passa de um meio que nos ajuda a implementarmos as políticas, processos e procedimentos de segurança que tivermos definido. Isto é tão mais verdade no caso da segurança online de crianças e jovens, onde a engenharia social - palavrão para significar manipulação - é uma das principais armas do "inimigo". E contra esta, a tecnologia pouco ou nada pode. Aqui, crianças e jovens informados sobre os riscos a que podem estar expostos e sobre as soluções para fazer face as esses riscos, são a melhor solução. Uma educação para a segurança online que desenvolva o sentido crítico dos jovens e que estimule e recompense comportamentos éticos, responsáveis e seguros é essencial. É a melhor tecnologia que lhes podemos oferecer. Mas não é fácil, sobretudo com os adolescentes que nos ouvem pouco e que acham que não percebemos nada "disto", exigindo por isso persistência, sem excessos, para não corrermos o risco de nos tornarmos "secantes". Mas vamos, então, às tecnologias de segurança. No artigo "Segurança na Internet" referi que a segurança online não precisa de ser um custo, apontando o software gratuito ou o software livre - cujo dia se comemora no próximo dia 20 de Setembro - como uma alternativa da qual sou adepto. Nesse artigo explico ainda a importância das actualizações de segurança e como proceder para manter o seu computador actualizado e protegido. Nesse artigo falo ainda da importância das contas/perfis de utilizador e como estes podem ser criados, tema que também abordei no artigo "E Quando Não Estou em Casa?". Neste último artigo escrevi também sobre soluções de gestão e controlo de acessos, apontado para algumas soluções gratuitas, complementado com algumas soluções comerciais no artigo "Internet em Demasia? Eis o Que Fazer - Parte II". No artigo "7 Ferramentas Básicas de Segurança Internet - Parte I", refiro o básico do básico, isto é, a importância de dotar os computadores com software de firewall, anti-vírus e anti-spyware e indico-lhe onde pode obter esses programas gratuitamente. Na parte II desse artigo, abordo a importância de dotar os computadores de programas anti-phishing, programas que permitam fazer cópias de segurança, programas anti-spam e bloqueadores de janelas, indicando igualmente onde pode obter software gratuito para cada uma destas categorias. Por fim, no artigo "E Quando Não Estou em Casa - Parte II", aponto inúmeros programas, uns gratuitos outros comerciais, ao nível da filtragem e bloqueio de conteúdos impróprios para crianças. Para estas, sobretudo as mais pequenas, escrevi também o artigo "Software de Segurança Para Crianças". Sobre este último tema apercebi-me há dias que nunca escrevi sobre um programa excelente que usei em tempos com o meu filho mais novo que adorou e que recomendo vivamente. Trata-se do Magic Desktop, que tem o atraente das suas várias aplicações, da sua interface e do facto de ter versão em português, mas o inconveniente de ser uma solução comercial. Todavia, os interessados poderão experimentar a versão completa gratuitamente. Deliberadamente, deixo de parte soluções mais complexas como sejam os certificados, a encriptação, etc. No entanto, se acha que isto são programas a mais "para a sua camioneta", não deixe de ler o artigo "21 Suites de Segurança Internet" onde lhe indico soluções tipo canivete-suíço, isto é, um único programa com muitas das funcionalidades sobre as quais escrevi acima. Dito isto, se acha que com tudo isto o assunto fica resolvido, pense duas vezes. Isto é, leia os artigos "Segurança Internet: Tecnologias, Pessoas e Processos" e "A Tecnologia, Por Si Só, Não é Solução". A terminar, volto ao título do artigo: insistimos em despejar tecnologia nas escolas e quando os problemas vêm ao de cima, achamos que as coisas se resolvem com uma campanha de sensibilização. Esquecemo-nos no entanto que para uma campanha deste tipo ser eficaz, precisa de ter uma base de sustenção, isto é, uma infra-estrutura de segurança que não existe. Venha a campanha, mas primeiro há que trabalhar estes três pilares onde o "tecto" deverá assentar: * Processos, Políticas e Procedimentos * Pessoas, Conteúdos e Formação * Tecnologias
Por: Tito de Morais, fundador de MiudosSegurosNa.Net, um projecto que ajuda Famílias, Escolas e Comunidades a promover a segurança online de crianças e jovens |









