| Aqui há Espaço... para explorar e aprender |
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Data: 15-10-08 Fonte: Público.pt Sermos astronautas por um dia e descobrir os desafios que nos reserva o espaço - a última e derradeira fronteira que o Homem deseja conquistar desde que há 50 anos iniciou a sua odisseia no espaço - é o que nos propõe o Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. A exposição faz as delícias de miúdos mas também dos adultos que a visitam, afinal de contas o desejo de ser astronauta sempre preencheu o imaginário de muitas crianças. "Faz-me sentir como um miúdo de novo. E tem todos estes ‘brinquedos’ que podemos experimentar", graceja Matthieu Couque, um turista francês, com 23 anos, a visitar a exposição. Elogia também a utilidade de uma exposição como esta por "ajudar a descobrir e compreender o Universo". Catarina Figueira, responsável pelo Departamento de Comunicação do Pavilhão do Conhecimento, reforça que é mesmo esse o propósito deste museu interactivo dedicado à ciência e à tecnologia: interagir e explicar os mecanismos da ciência tornando-os mais acessíveis a todos. Pequenos passos para o homem... Na exposição pode explorar uma grande variedade de actividades desde as telecomunicações aos laboratórios espaciais, da navegação à microgravidade. São 19 "postos de comando" espalhados numa sala completamente remodelada e pensada para alojar esta exposição. "O cenário é importante queríamos que os visitantes fossem mesmo transportados para outra dimensão. Que fosse mais sombrio, e para isso até pintamos o chão e as paredes de preto", explica Catarina Figueira. Nas paredes, um astronauta desenhado parece pairar no ar entre milhares de estrelas projectadas. No tecto, o planeta Terra pendurado ao lado de um modelo exacto à escala 1:10 da Estação Espacial Internacional, produzido pela Agência Espacial Europeia (ESA). "Espaço, a última fronteira", à semelhança da exposição que anteriormente ocupava esta mesma sala (a exposição Knojo!), é organizada a partir de parcerias protocolares com entidades europeias. A Agência Espacial Europeia (ESA) e a Scitech são os parceiros na iniciativa que conta ainda com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia. Todos os módulos têm um contexto científico para que os visitantes percebam o que cada experiência pretende mostrar. A exposição explica, por exemplo, como é que a força da gravidade afecta o crescimento dos seres vivos, e ensina a distinção entre peso e massa, mostrando que peso teríamos se estivéssemos em Marte ou Júpiter. Num módulo de infravermelhos, os visitantes podem observar como a temperatura varia em diferentes partes do corpo. ...saltos gigantes para a Humanidade Entre outras das actividades proporcionadas, os visitantes podem experimentar a sensação de como será andar e pular na Lua. Vão poder sentar-se aos comandos de um vaivém espacial e simular uma aterragem - raramente bem-sucedida, apesar das duas tentativas disponíveis - de um vaivém espacial. Ouvir as comunicações que os astronautas recebem da sala de controlo da NASA quando estão em missão e assistir a gravações de vídeo cedidas pela ESA sobre a conquista espacial são outras actividades da mostra. Por fim, o exercício mais disputado entre os mais pequenos, é a de manobrar com um "joystick" uma réplica do veículo explorador "Mars Rover", tal como se faz na NASA. "É muito bom podermos experimentar o que os astronautas experimentam. Dá uma luz muito interessante sobre este mundo para as crianças, e a exposição está mesmo muito gira e completa", conta Filipa Loja, uma mãe de 39 anos que se confessa atenta às iniciativas que possam ser didácticas para os seus dois filhos. No fim da exposição, em que as crianças disputavam "ferozmente" a vez para experimentar lançar o foguetão de água, manobrar o Rover ou tentar reparar o satélite Hubble, a resposta à pergunta o que queres ser quando fores grande, é bastante mais clara: "Quero ser astronauta!". Foi uma resposta cheia de entusiasmo e euforia típica da idade de Hélder, com 6 anos. A exposição "Espaço, a última fronteira" vai estar patente no Pavilhão do Conhecimento - Ciência viva, no Parque das Nações, em Lisboa, até Agosto de 2009. O preço de entrada para adultos é de 7 euros e para crianças varia entre os 3 e os 4 euros. Ana Margarida Pereira |









